O violão é um instrumento muito plural, repleto de sonoridades e de uma percussividade ímpar. Com ele, é possível explorar desde ruídos suaves, como deslizar os dedos nas cordas, bater no tampo ou nas faixas laterais e no fundo do instrumento, até uma polifonia intrincada cheia de vozes e com coloridos marcantes. É interessante, também, a sua rítmica, que contempla diversos gêneros musicais, arranjos, formações camerísticas e orquestrais, etc. Pensar em violão é imaginar uma complexidade de ações experienciadas pelo performer, sendo ouvidas pelo público (que também passa por esse processo de experimentação sonora tão particular, mas dotado de coletividade).
E como não falar das possibilidades técnicas do instrumento? Podemos ver um violão que é capaz de produzir muitos coloridos sonoros, acordes, melodias, polifonia (como dito anteriormente), trêmulos, arpejos, escalas e tantas outras coisas. Ou seja, um mundo de opções e descobertas concentradas numa rede emaranhada de frequências.
E na educação? Enquanto instrumento harmônico, o violão dá ao profissional da educação musical a ferramenta ideal para o acompanhamento de canções folclóricas e populares. Além disso, é fundamental no desenvolvimento de harmonias entrelaçadas aos sons dos instrumentos de percussão e das flautas.
Como é a dinâmica do violão enquanto instrumento solista? O violão, sendo tocado sozinho, traz a condição certa para o estudo e aprimoramento do violonista. Tem, com isso, um repertório composto por uma infinidade de obras que vão desde peças da renascença até as composições contemporâneas, passando por diversos gêneros musicais como samba, choro, frevo, rock, música espanhola, jazz, country, etc.
O retorno do compartilhamento de informações por meio deste blog abre as portas da música e do conhecimento para uma nova fase de pesquisas e trocas aqui vivenciadas. Espero contribuir de forma decisiva na formação dos violonista e na música como um todo.
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