Parece que agora vamos para algum lugar, mesmo que não saibamos qual. Recentemente, notícias tem circulado nas redes sociais sobre o consumo de música clássica por jovens brasileiros.
Essas informações podem ser animadoras e até empolgantes, por um lado, mas devemos ser cautelosos e cuidadosos com a verdade que nos mostram na internet.
Na sociedade brasileira, com extrema desigualdade e intolerância, fica difícil acreditar que essas notícias apresentam a totalidade do jovem brasileiro atual. Muitos deles acordam demasiadamente cedo, são expostos a uma intensa e dolorosa jornada de trabalho, convivem com a violência urbana e passam horas presos no transporte público de péssima qualidade.
Esse quadro caótico, que pode ser constatado em diversas periferias pelo Brasil, favorece o desgaste corporal (tanto físico quanto mental), deixando o indivíduo exausto e distante da contemplação da música clássica. Como ouvir e se concentrar com tantas coisas para serem pensadas ao mesmo tempo?
Não somente o trabalho e o desgaste urbano, as exigências educacionais sobre o jovem se mantém duras e e sem alcance, pois muitos deles são expostos à labuta diariamente e se dedicam aos estudos na esperança de um futuro melhor e mais promissor.
Mas quem é o jovem que falam nas notícias? Onde ele vive? Quais seus interesses e o que ele cultiva como valores sociais? Estes questionamentos nos fazem refletir sobre o que é comunicado e sobre os agentes por traz das afirmações que nos são dadas como verdades absolutas e inquestionáveis.
Por isso, devemos estar atentos às informações que nos entregam nas redes sociais, avaliando e considerando criticamente as afirmações que nos são impostas por estes veículos de notícias.
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